Wiki Inuyasha
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A Kikyo ou Kikyou é uma das personagens do anime e mangá InuYasha. Foi uma miko que foi encarregada de purificar e proteger a Joia de Quatro Almas. Certo dia, desejando tornar-se uma mulher comum para desfrutar de uma vida ao lado do meio-youkai Inuyasha, havia combinado secretamente com ele, utilizar a Joia de Quatro Almas para torná-lo humano, com o intuito de purificá-la completamente, fazendo-a desaparecer. Tragicamente, por conta de uma armadilha de Naraku, ela faleceu no dia combinado. Então, após 50 anos da sua morte, ela foi ressuscitada através de um ritual realizado pela bruxa Urasue, que utilizou a terra de sua sepultura e seus ossos para conceder-lhe um novo corpo.

História[]

Passado[]

De início, Kikyo protegia a Shikon no Tama (Joia de Quatro Almas) de todos os demônios que ambicionavam pegá-la para aumentar seu poder maligno. Nesse período, ela conhece Inuyasha, um ser metade humano e metade youkai (hanyou), que queria pegar a joia para se transformar em um youkai completo. Ao conhecê-lo, ela sente uma identificação com ele, já que a vida de um meio-youkai não o permitia pertencer ao mundo dos humanos e nem mesmo dos youkais. Desse modo, ela estabeleceu um paralelo com a sua vida de miko, pois sendo ela a protetora da joia sagrada, não podia usufruir de uma vida de uma mulher comum mesmo sendo apenas uma humana. Assim, sentindo uma grande compaixão por ele, não desejava combatê-lo como os demais youkais que tentavam arrebatar a Joia de Quatro Almas. Depois de Inuyasha salvar sua irmã Kaede de um ataque da Mulher Centopeia, Kikyo decide se aproximar de Inuyasha. Então, os dois começam a desfrutar de uma paixão reprimida, passam a conviver mais próximos, combatendo youkais juntos e protegendo a aldeia de ataques.

Primera morte[]

Naraku desejava ver a Shikon no tama (Joia de Quatro almas) corrompida e para isso criou uma cilada contra Kikyo e Inuyasha. Disfarçando-se de Inuyasha, Naraku a ataca de surpresa e a fere mortalmente no ombro direito. Em seguida, Naraku devolve a joia ao vilarejo, se disfarça de Kikyo e ataca InuYasha. Ele por sua vez sem entender nada, resolve atacar o vilarejo e pegar a joia. Nisso, Kikyo que continuava gravemente ferida, chega e se depara com a cena de Inuyasha fugindo com a Joia de Quatro Almas, acreditando que Inuyasha sempre a enganara, com suas últimas forças ela o lacra com uma flecha na árvore Sagrada, onde ele permanece lacrado por 50 anos. Então, antes de falacer, ela pede a sua irmã Kaede que queime seu corpo junto com a joia, e morre logo em seguida.

Ressurreição[]

Cinquenta anos se passaram. Uma jovem chamada Kagome Higurashi , sendo a reencarnação da alma de Kikyo, vem do futuro com a Shikon no Tama (Joia de Quatro almas) e liberta Inuyasha (pois sendo a reencarnação de Kikyo é a única que pode desfazer o lacre). Após juntarem-se com Miroku e Shippou, a bruxa Urasue ressuscita com barro e ossos Kikyo; Inuyasha ajuda, inconscientemente nesse processo, ao pronunciar o nome dela consegue, de alguma maneira, tomar a maior parte de sua alma de volta, deixando Kikyo com uma pequena parte. A bruxa Urasue afirma, antes de morrer, que a parte que ficou com Kikyo é apenas ódio do momento de sua morte.

Apesar do ódio de que a própria Kikyo diz sentir por Inuyasha, ela ainda o ama, e não nega isso. Tanto que ela deseja que ele morra também para que eles possam ficar juntos na eternidade, já que no mundo dos vivos isso não é mais possível.

Por seu corpo não ser de carne e osso e não possuir uma alma inteira, ela precisou encontrar maneiras de manter-se nessa segunda vida. A maneira encontrada por ela foi usar youkais carregadores de almas para arrebatar almas de moças mortas e conceder-lhe. Dessa maneira, seu corpo continua se movendo normalmente.

Essa Kikyo é bem diferente da antiga. Raramente sorri e permite-se sentir emoções negativas, como ódio, inveja e rancor. Mas com o passar do tempo, ela volta a ser mais parecida com a antiga sacerdotisa por quem Inuyasha se apaixonou. Ela é vista várias vezes ajudando pessoas e deixa de odiar Inuyasha.

Segunda "morte"[]

Naraku ressuscitou a Shichinintai (Exército dos Sete) para deter Inuyasha e seus amigos, enquanto ele realizava sua transformação no monte Hakurei. Após a derrota do Exército dos Sete e a destruição do monte Hakurei, Naraku surge, ainda mais poderoso. Desta vez ele retirou de si o seu coração, que pertencia ao Onigumo, que impedia que Naraku matasse Kikyo. Após ser acertada por um golpe de Naraku, ela é derrubada no miasma e supostamente morre. Entretanto, Kikyo não morre "de novo", pois seu corpo feito de terra é resistente e não foi derretido. Mas o miasma que havia entrado dentro do ferimento a derretia de dentro para fora. E Kagome a salvou por sentir-se obrigada a fazê-lo, afirmando que não pensou duas vezes antes de fazer pois era algo intríseco à índole dela. Kikyo não a agradeceu por causa disso, dizendo-lhe que ela não a salvou por tomar uma decisão racionalizada, apesar de ter tido boa vontade. A importância da colocação de Kikyo é dada bem mais adiante na história.

Volta[]

Inuyasha e os outros, enquanto lutavam com Hakudoshi, viram uma flecha destruir sua barreira e despedaçá-lo. Inuyasha e Kagome cogitaram que apenas Kikyo poderia lançar uma flecha daquelas. Enquanto vagava sozinha, Kagome foi supreendida pelos shikigamis de duas meninas (Asuka e Kocho) do sacerdote que eles ouviram relatar pelos aldeões anteriormente combatendo os youkais aves. As shikigamis afirmaram a suspeita levantada pelo grupo, de que ela era mesmo Kikyo. Elas guiaram Kagome para um lago, onde Kikyo se encontrava inconsciente. Elas explicaram que, como o barro em seu corpo era resistente, ele não se dissolveu no miasma, porém ela tinha feridas muito profundas e o miasma estava danificando e contaminando o seu corpo gravemente. Elas disseram que só era preciso tocá-la para curá-la, apesar de Kagome tentar, ela não conseguiu curá-la completamente. Porém, o excesso de miasma foi purificado por Kagome e amenizado intensamente, permitindo Kikyo despertar e voltar à consciência e movimentos.

Terceira morte[]

O miasma injetado por Naraku em Kikyo no monte Hakurei nunca saiu de seu corpo por completo, mesmo com a purificação de Kagome. Lentamente, o miasma voltou a se espalhar pelo seu corpo. Sua situação piorou quando ela ajudou Miroku a se livrar do miasma que o estava matando. Então, em mais uma das armadilhas de Naraku, Kikyo, Inuyasha e Kagome se vêem presos em teias de aranha. Essas teias mostram a eles acontecimentos de 50 anos atrás, com o objetivo de macular seus espíritos. Kikyo, bastante enfraquecida, diz para Kagome que o único jeito de salvá-la seria dar-lhe uma flechada no peito, mas para isso Kagome teria que arrumar um novo arco (já que o da Kikyo havia se quebrado). Kagome, depois de enfrentar muitas dificuldades impostas por ela mesma (daí a importância do que Kikyo disse-lhe na primeira vez que Kagome a salvou), consegue o novo arco. Kikyo e Naraku travam uma luta espiritual pelo poder da Joia de Quatro Almas. Muito debilitada, ela não consegue purificar a joia por completo, mas deixa um ponto de luz dentro dela. Kagome atira a flecha em Kikyo, mas já é tarde demais, e não surte efeito. Nos braços de Inuyasha, Kikyo diz que finalmente se sente uma mulher comum. Ao ouvir essas palavras, ele a beija - é o momento que esperam há muito tempo. Kikyo morre, em paz, nos braços de Inuyasha.

Relacionamentos[]

Kikyo, desde a sua tenra juventude, diferentemente das garotas de sua idade, sempre priorizou desempenhar sua função e responsabilidade de miko na aldeia em que residia, não buscando se relacionar com homens e tampouco se interessar por algum a ponto de se apaixonar. Pode-se notar isso quando Tsubaki a provoca alertando-a sobre o seu dever de miko, fazendo-a desprezar essa hipótese de apaixonar-se, cogitada pela sacerdotisa das sombras. Contudo, movida por uma grande empatia ao conhecer Inuyasha, seus sentimentos despertam, fazendo-a desejar levar a vida de uma mulher comum ao lado do meio-youkai.

Inuyasha[]

Rumiko Takahashi explora no trágico relacionamento de Kikyo e Inuyasha, os papéis divergentes numa sociedade com poucas mudanças sociais; uma educação que impunha papéis bem específicos em uma sociedade permeada de estigmas. Exemplificando, o amor de Kikyo e Inuyasha é, apesar de belo, impossível, uma representação de tudo o que é difícil num relacionamento entre duas pessoas de naturezas completamente distintas; um meio-youkai (mal visto pela sociedade) e uma sacerdotisa.

Primeiro encontro de Inuyasha e Kikyo

Primeiro encontro de Kikyo e Inuyasha (ep 147)

O primeiro contato dos dois ocorre depois de um combate que Kikyo travava arduamente contra uma multidão de youkais que tentavam arrebatar a joia sagrada. Neste dia, Inuyasha encontrava-se em sua suscetível forma humana, escondido no topo de uma árvore, observando a sacerdotisa. Kikyo, acreditando ter pressentido um youkai com uma energia diferente, agiu de maneira agressiva, o questionando sobre suas intenções e o ameaçando para nunca mais aparecer diante de si, pois ela o mataria. Após dizer isto e se retirar, ela desmaia (talvez pelo cansaço da árdua luta que tivera drenando grande energia espiritual de si). Temporiamente inconsciente, Inuyasha, concernido com ela, desce da árvore rapidamente e a observa um tanto confuso. Então, após escutar os aldeões clamando em busca da sacerdotisa, ele se retira. Kaede corre ao encontro da irmã inconsciente e, tocando-a, a desperta. Então, Kikyo, percebendo que o youkai havia a deixado viva, considera-se com sorte. No dia seguinte, Inuyasha a encontra. Então, reconhecendo sua voz, ela descobre que a energia diferente que havia notado na noite anterior se tratava de um meio-youkai. Os dois trocam ameaças, mas intimamente se questionam sobre as dificuldades que cada um enfrentava neste mundo. Kikyo reconhece que a vida de um meio-youkai neste mundo é difícil, já que não há espaço para ele na sociedade dos humanos e nem no mundo dos youkais. Inicia-se, a partir deste dia, as sucessivas tentativas fracassadas de Inuyasha para tentar arrebatar a Joia de Quatro Almas vigiada pela sacerdotisa.

Impaciente e intrigado pelo fato de Kikyo nunca matá-lo como fazia com os demais youkais que tentavam furtar a joia, questiona-lhe, demonstrando-se irritado, sobre o motivo de nunca matá-lo. Ela o repreende com uma resposta agressiva, não revelando o real motivo, deixando-o mais confuso. Após esse dia, Inuyasha passa a observá-la todos os dias, desistindo de roubar a joia sagrada para se tornar um youkai completo.

Nesse ínterim, a Mulher Centopeia, uma youkai com o tronco, encéfalo humanoide e o dorso centopeia, ambicionando adquirir o poder da Joia de Quatro Almas para tornar-se mais poderosa, reconhecendo que a pequena Kaede era a irmã mais nova de Kikyo, captura-a, intencionando fazer uma ameaça à sacerdotisa em troca da joia sagrada. Mas antes que pudesse fazer isso, Inuyasha a destroça, salvando Kaede. Logo, Kikyo é informada sobre o acontecido, sentindo uma imensa gratidão por ele, decide chamá-lo para agradecê-lo e conversar de maneira mais próxima e amigável. É neste momento que Kikyo revela seus reais sentimentos e razões pelas quais ela não conseguia matá-lo. Ela explica que ela e ele são iguais. Ele não é nem mesmo humano e nem mesmo youkai, assim como ela que sendo uma humana, não pode ser como uma humana pois deve demonstrar ser forte, sem aparentar as suas fraquezas para os youkais que tentam enfrentá-la. Inuyasha, a princípio, recebe essa informação com incredulidade, de forma ofensiva, mas Kikyo o convence, demonstrando estar dizendo a verdade e não inventando mentiras.

Ao despedirem-se, antes que Kikyo fosse embora, Inuyasha, tomando coragem, diz a ela que havia algo que desejava entregar-lhe no dia seguinte. Ela também confessou que também desejava entregar-lhe algo. Entusiasmado, Inuyasha cogita ser a Joia de Quatro Almas, mas Kikyo, logo, nega tal hipótese, desmanchando a efêmera esperança do meio-youkai.

Durante a noite, dentro do casebre no qual ela residia com a sua irmã Kaede, Kikyo enfeitiçava as contas de subjugação ( kotodama no nenju) com a intenção de construir um colar para impedir Inuyasha de cometer certas maldades. Na dúvida de qual palavra usaria para produzir o encantamento, Kaede coincidentemente chama sua irmã de amada (itoshi), fazendo Kikyo apreciar tal palavra e adquiri-la para produzir o efeito no colar encantado.

No dia seguinte, Inuyasha presenteia Kikyo com um batom de grande valia que pertencia a sua mãe humana. Kikyo, comovida ao saber que Inuyasha tinha uma mãe humana, gentilmente, segurando a mão dele, pede desculpas por atirar flechas nele. Inuyasha demonstra não se sentir mal por isso. Então, curioso ele questiona o que ela teria lhe trazido, Kikyo sentindo-se mal pelo kotodama, mentiu, alegando que esquecera-se de trazer. A partir deste dia, Inuyasha e Kikyo começam a desenvolver uma relação mais próxima, combatendo youkais juntos e protegendo a aldeia de eventais ataques. Na maior parte do tempo, Kikyo sempre estava sendo acompanhada por Inuyasha. Ao anoitecer, ele costumava dormir em cima de uma árvore próxima ao casebre em que Kikyo e sua irmã residiam juntas.

Inuyasha foi o único amor de Kikyo. Nenhuma outra pessoa despertou-lhe tais sentimentos, tampouco ela demonstrou interesse por alguém que não fosse ele.

Personalidade[]

Introspectiva[]

Kikyo costuma ser taciturna, mantendo-se mais observadora do que comunicativa. Raramente tem o hábito de gargalhar e de ser divertida com as pessoas ao seu redor ( com exceção às crianças). Na maioria das vezes, seu semblante permanece circunspecto, reservada ao interagir com as demais pessoas. Seu tom é sempre calmo ao conversar, portanto não é de sua natureza erguer a voz ou se comunicar de maneira agressiva, tampouco proferir ofensas ou xingamentos quando se demonstra enfurecida. Habitualmente, realiza suas obrigações e afazeres sozinha. Antigamente, antes de conhecer Inuyasha, sua única companhia era a sua irmã mais nova, Kaede. Sendo ela, a única pessoa com quem compartilhava alguns segredos e pensamentos. Nunca foram apresentados amigos adultos ao seu redor.

Altruísta[]

Dificilmente condenava e fazia distinção às pessoas a quem ajudava, não se importando se eram forasteiros, inimigos ou aliados do país. Assim como ela demonstrou-se ser uma pessoa altruísta ao socorrer o forasteiro bandido, Onigumo, ( estando ele inteiramente queimado e paralítico) e ajudou os guerreiros feridos que a buscavam, não fazendo discernimento entre inimigos de guerra ou aliados. Ela sempre se preocupou em cuidar das crianças do vilarejo que habitava, bem como ajudou o médico Suikotsu a cuidar dos feridos e doentes da pequena aldeia que ele estava residindo. Pode-se notar que, em sua relação com o médico, ela não o condenava por suas ações no passado, desejando apenas ajudá-lo a superar as dificuldades que ele enfrentava, independentemente de seus atos corrompidos e personalidade dúbia. Pelo contrário, Kikyo buscava compreendê-lo ao invés de julgá-lo.

Kikyo cuidando dos feridos (Episódio 32)

Kikyo cuidando dos feridos ( Ep 32)

Gosta de crianças[]

Kikyo sempre gostou muito de crianças. Costumava sempre cuidar e brincar com as crianças que pertenciam ao vilarejo que habitava. As pequenas sempre costumavam a escolher diversas brincadeiras para interagir com a sacerdotisa; seja colhendo flores ou questionando sobre os nomes e sobre as propriedades das ervas que avistavam e traziam, já que Kikyo, tendo o conhecimento de uma sacerdotisa, detinha muito saber sobre as propriedades curativas das ervas e flores.

Kikyo e crianças

Kikyo se entretendo com as crianças da aldeia

Kikyo demonstra-se intensamente aborrecida quando fere os sentimentos de alguma criança, como ocorreu com a pequena Sayo ao avistá-la invocando youkais coletores de alma. Além disso, facilmente é atraída para algum lugar caso escute súplicas de alguma criança, como ocorreu com a caverna devoradora de mikos.

Kikyo e Sayo

Kikyo e a pequena Sayo

Curiosidades[]

  • O nome da personagem pode ser escrito, no alfabeto romano, de três maneiras: Kikyo, Kikyou ou Kikyō. Isso se explica pelo fato do Japão haver três sistemas de escrita, sendo eles: o kanji, hiragana e o katakana. Essas duas últimas, são escritas silábicas e o kanji, ideogramas de origem chinesa. Sendo o kanji, a mais antiga forma de escrita utilizada no Japão. Muitos países e empresas preferem utilizar a escrita Kikyo, já que há maior proximidade com a pronúncia japonesa.

Ex: A empresa Viz Media (controlada pelas grandes editoras japonesas Shogakukan e Shueisha), Funko Inc, NetEase, Good Smile Company, Netflix, GK Figure, recorrem a escrita Kikyo. Já a editora JBC, sites, como Manganato e AnimexHD, recorrem a escrita Kikyou.

  • A personagem apareceu como opção de shikigami no jogo Onmyoji Arena, um MOBA que é semelhante ao jogo LoL.
Onmyoji-arena Kikyo (imagem do jogo)

Kikyo no jogo Onmyoji Arena

  • A dubladora da Kikyo no Brasil (Letícia Quinto) é a mesma que dubla a personagem Kagome Higurashi
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